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| Presidente da República de Moçambique e novos dirigentes |
Na ocasião, o Chefe de Estado sublinhou que a confiança da população nas instituições de segurança depende da capacidade dos seus dirigentes em responder com eficácia às ameaças que afectam o país, desde o terrorismo e o crime organizado até à pesca ilegal e aos desafios relacionados com a gestão do sistema penitenciário.
"Os moçambicanos não estão à espera de justificações. Estão à espera de resultados", declarou Daniel Chapo, apelando aos novos responsáveis para que assumam as suas funções com elevado sentido de responsabilidade, profissionalismo e dedicação ao serviço público.
Durante a cerimónia, foram oficialmente promovidos e empossados quatro oficiais para funções consideradas estratégicas no sector da defesa e segurança nacional. O Brigadeiro Francisco Macandja foi nomeado Adjunto do Director-Geral dos Serviços Sociais das FADM, passando a integrar a liderança responsável pelo fortalecimento da assistência social aos militares e suas famílias.
Por sua vez, Víctor José Raimundo Novela assumiu o cargo de Primeiro-Adjunto do Comissário da Polícia, ficando responsável pela direcção da Polícia Costeira e Fluvial. Esta unidade desempenha um papel fundamental na vigilância da extensa costa moçambicana, no combate à pesca ilegal, ao tráfico de drogas, ao contrabando, à imigração clandestina e a outras formas de criminalidade transnacional.
Também foram nomeados Emília Joaquim Celestino de Matos e Isac Gabriel Nhacassane para cargos de direcção no Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP), instituição responsável pela administração dos estabelecimentos prisionais e pela implementação de políticas de reinserção social dos reclusos.
Ao dirigir-se aos novos dirigentes, Daniel Chapo destacou que o verdadeiro líder não é aquele que apenas exerce autoridade, mas sim aquele que inspira confiança e respeito através das suas acções.
"Os melhores comandantes não são os que mais ordenam, mas os que conquistam a confiança dos subordinados pela competência, integridade, responsabilidade, coragem e justiça", afirmou o Presidente, acrescentando que estes valores devem orientar diariamente o exercício da liderança nas Forças de Defesa e Segurança.
Relativamente às Forças Armadas, o Chefe de Estado orientou a modernização contínua dos Serviços Sociais das FADM, defendendo melhores condições de assistência aos militares, veteranos e respectivos familiares. Segundo o Presidente, cuidar do bem-estar dos efectivos contribui para elevar a motivação e a capacidade operacional das forças.
No que diz respeito à Polícia Costeira e Fluvial, Daniel Chapo destacou a importância de reforçar os mecanismos de vigilância e fiscalização marítima, tendo em conta os desafios que o país enfrenta na protecção dos seus recursos naturais e na prevenção de actividades criminosas que utilizam a costa moçambicana como rota de actuação.
O Presidente sublinhou igualmente que o combate ao terrorismo continua entre as maiores prioridades nacionais, apelando ao reforço da coordenação entre os diferentes ramos das Forças de Defesa e Segurança para garantir uma resposta cada vez mais eficaz às ameaças que colocam em risco a estabilidade e a soberania do país.
No Serviço Nacional Penitenciário, Chapo orientou os novos dirigentes a reforçarem a disciplina institucional, melhorarem a gestão dos estabelecimentos penitenciários e promoverem políticas que contribuam para a reabilitação e reintegração social dos cidadãos privados de liberdade, sempre dentro do respeito pela lei e pelos direitos humanos.
O Chefe de Estado aproveitou ainda a cerimónia para prestar homenagem aos militares, polícias e demais agentes destacados na província de Cabo Delgado, reconhecendo o sacrifício e a coragem demonstrados no combate aos grupos armados que actuam naquela região do país.
Segundo Daniel Chapo, o empenho das Forças de Defesa e Segurança tem sido determinante para proteger a integridade territorial de Moçambique, garantir a segurança das populações e criar condições para o regresso gradual da normalidade nas zonas anteriormente afectadas pelos ataques.
O Presidente reiterou que o Governo continuará a investir no fortalecimento institucional das FDS, apostando na modernização dos meios, na formação dos efectivos e na valorização dos recursos humanos, de forma a responder aos desafios actuais e futuros da segurança nacional.
A cerimónia marcou o início de uma nova etapa para os quatro dirigentes agora nomeados, que assumem responsabilidades acrescidas num momento em que Moçambique continua a enfrentar desafios complexos em matéria de defesa, segurança pública e administração penitenciária. A expectativa manifestada pelo Presidente é de que a nova liderança apresente resultados concretos, reforçando a confiança da população nas instituições e contribuindo para a preservação da paz, da estabilidade e do desenvolvimento do país.
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