Pelo menos 3.855 automobilistas foram inibidos de conduzir em todo o país durante o primeiro semestre de 2026, depois de terem sido apanhados a conduzir sob efeito de álcool nas operações de fiscalização realizadas pelas autoridades reguladoras do trânsito.
Os dados foram divulgados pela Polícia de Trânsito (PT) e revelam a dimensão de uma das principais infracções rodoviárias registadas no país, numa altura em que as autoridades reforçam as campanhas de sensibilização e intensificam as operações de fiscalização para reduzir o número de acidentes de viação.
Segundo informações divulgadas do jornal Notícias pela técnica de Educação Pública no Departamento Central da Polícia de Trânsito, Felismina Mondlane, durante os primeiros seis meses do ano foram abordados 9.021 condutores, dos quais 6.250 foram submetidos ao teste de alcoolemia para verificar a eventual presença de álcool no organismo.
Dos controlos efectuados, 3.855 condutores acabaram sancionados com a inibição do direito de conduzir, por terem sido encontrados a conduzir acima dos limites legais permitidos.
De acordo com Felismina Mondlane, o período de inibição varia entre três meses e um ano, dependendo da gravidade da infracção e da reincidência do infractor. Condutores que voltam a ser apanhados a conduzir sob efeito de álcool enfrentam penalizações mais severas, numa tentativa de desencorajar comportamentos de risco nas estradas moçambicanas.
Além do controlo do consumo de bebidas alcoólicas, a Polícia de Trânsito realizou, no mesmo período, 47.888 acções de fiscalização em diferentes pontos do país. As operações tiveram como principal objectivo garantir o cumprimento das normas do Código da Estrada e reduzir os factores que contribuem para a sinistralidade rodoviária.
As autoridades destacam que uma das infracções mais frequentes continua a ser o excesso de velocidade, frequentemente associado a acidentes graves como atropelamentos, despistes, capotamentos e colisões entre veículos, que todos os anos provocam elevados prejuízos materiais, feridos e vítimas mortais.
A Polícia de Trânsito considera que a combinação entre álcool e velocidade excessiva representa um dos factores de maior risco nas estradas nacionais, comprometendo a capacidade de reacção dos condutores, aumentando o tempo de resposta e reduzindo significativamente a segurança rodoviária.
Por essa razão, as campanhas de fiscalização têm sido acompanhadas de acções de educação cívica, com o objectivo de consciencializar os automobilistas sobre a importância do respeito pelas regras de trânsito e da adopção de uma condução responsável.
As autoridades apelam aos condutores para evitarem consumir bebidas alcoólicas antes de conduzir, lembrando que pequenas quantidades de álcool podem afectar a concentração, a coordenação motora e a capacidade de tomar decisões rápidas perante situações de perigo.
A Polícia da República de Moçambique reafirma que continuará a intensificar as operações de fiscalização ao longo do ano, priorizando o combate à condução sob efeito de álcool, ao excesso de velocidade e a outras infracções que colocam em risco a vida dos utentes das estradas.
As autoridades recordam que o cumprimento das normas de trânsito constitui uma responsabilidade colectiva e um elemento essencial para preservar vidas, reduzir a sinistralidade rodoviária e promover uma circulação mais segura em todo o território nacional.
Leia mais sobre: Tribunal Judicial de Lalaua retoma actividades após 22 meses de paralisação, restaurando o acesso à justiça na província de Nampula
