As autoridades chinesas mobilizaram centenas de bombeiros, equipas de busca e salvamento, especialistas em geologia, profissionais de saúde e voluntários para localizar sobreviventes sob toneladas de terra e rochas. As operações decorrem de forma ininterrupta, mas enfrentam enormes dificuldades devido à instabilidade do terreno e ao risco permanente de novos deslizamentos.
Segundo as autoridades locais, o desabamento ocorreu após vários dias de precipitação intensa que saturaram o solo, reduzindo a sua capacidade de sustentação. Em poucos segundos, uma enorme massa de terra, lama e pedras desprendeu-se da encosta, destruindo habitações, bloqueando estradas e deixando dezenas de famílias isoladas.
As primeiras informações confirmam a morte de pelo menos oito pessoas, enquanto 34 permanecem desaparecidas. As equipas de emergência continuam a remover cuidadosamente os escombros, na esperança de encontrar sobreviventes.
As autoridades estimam que aproximadamente 18 mil metros cúbicos de terra e rochas tenham descido da montanha durante o deslizamento.
Um dos maiores blocos de rocha deslocados possuía cerca de três mil metros cúbicos, aumentando significativamente o impacto destrutivo do desastre e dificultando o acesso das equipas de resgate às áreas mais críticas.
A força do deslizamento destruiu mais de dez edifícios residenciais e danificou diversas infraestruturas públicas, incluindo vias de acesso, redes de abastecimento de energia e sistemas de comunicação.
As imagens divulgadas pelas autoridades mostram enormes blocos de pedra misturados com lama e árvores arrancadas pela força da natureza, formando uma extensa área de destruição.
Perante o elevado risco de novos movimentos de terra, as autoridades determinaram a evacuação imediata de mais de 1.100 moradores das zonas consideradas vulneráveis.
Os deslocados foram encaminhados para centros de acolhimento temporários, onde recebem alimentação, água potável, assistência médica e apoio psicológico.
As equipas técnicas continuam a monitorizar a estabilidade das encostas através de equipamentos especializados, procurando identificar sinais de novos deslizamentos que possam colocar em risco tanto os residentes como os profissionais envolvidos nas operações de busca.
Os trabalhos de resgate avançam lentamente devido à complexidade da operação.
Especialistas explicam que as enormes rochas permanecem instáveis e podem deslocar-se a qualquer momento, colocando em perigo as equipas no terreno.
Em algumas áreas será necessário utilizar maquinaria pesada para fragmentar grandes blocos de pedra antes que seja possível remover a terra acumulada.
Além disso, cães farejadores, drones equipados com câmaras térmicas e equipamentos de deteção de sinais vitais estão a ser utilizados para aumentar as possibilidades de localizar pessoas soterradas.
As autoridades afirmam que todos os esforços continuam concentrados na procura de sobreviventes.
O condado de Pengshui localiza-se numa região montanhosa próxima do rio Wujiang, conhecida pela sua elevada suscetibilidade a deslizamentos de terra durante a época das chuvas.
Nos últimos dias, a região registou precipitações muito acima da média, provocando a saturação do solo.
Quando o terreno absorve grandes quantidades de água, perde estabilidade, tornando-se incapaz de suportar o peso das camadas superiores. Como consequência, podem ocorrer movimentos bruscos de terra semelhantes ao que atingiu Pengshui.
Além da perda de vidas humanas, o deslizamento provocou elevados prejuízos materiais.
Diversas habitações foram completamente destruídas, enquanto outras ficaram interditas por apresentarem risco estrutural.
Estradas ficaram bloqueadas por toneladas de terra e pedras, dificultando o acesso das equipas de socorro e atrasando a chegada de ajuda às comunidades afetadas.
Também foram registadas interrupções temporárias no fornecimento de energia elétrica e nas comunicações, situação que obrigou as autoridades a mobilizar equipas técnicas para restabelecer os serviços essenciais.
O Governo chinês anunciou o reforço das operações de emergência e mobilizou recursos financeiros destinados às ações de busca, assistência às vítimas e reconstrução das áreas destruídas.
Equipas especializadas em gestão de desastres naturais foram enviadas para Pengshui com o objetivo de apoiar as autoridades locais na avaliação dos riscos geológicos e na definição das medidas necessárias para evitar novos acidentes.
As autoridades também iniciaram inspeções em outras encostas da região para identificar possíveis áreas de risco e prevenir novas tragédias.
A China está entre os países mais vulneráveis a deslizamentos de terra devido à combinação de relevo montanhoso, elevada densidade populacional em algumas regiões e fortes chuvas sazonais.
Todos os anos são registados diversos episódios semelhantes, especialmente nas províncias do sul e do sudoeste do país.
As autoridades chinesas têm investido em sistemas de monitorização geológica, tecnologias de alerta precoce e planos de evacuação para reduzir o impacto destes fenómenos naturais.
Contudo, especialistas alertam que a crescente ocorrência de eventos climáticos extremos continua a representar um desafio significativo para a proteção das populações que vivem em áreas montanhosas.
Enquanto as operações de resgate prosseguem, familiares das vítimas permanecem reunidos junto ao perímetro de segurança, aguardando notícias sobre os desaparecidos. As autoridades garantem que os trabalhos de busca continuarão sem interrupções até que todas as pessoas sejam localizadas, reafirmando o compromisso de mobilizar todos os recursos necessários para enfrentar esta tragédia que voltou a expor a vulnerabilidade das comunidades chinesas aos desastres naturais.
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