O líder das manifestações contra a imigração ilegal na África do Sul, Nkosikhona Ndabandaba, afirmou que o Presidente sul-africano não lhe pediu para pôr fim aos protestos durante o encontro realizado entre ambos.
Em entrevista concedida à SABC News, Ndabandaba explicou que a reunião decorreu num ambiente de respeito e diálogo, sublinhando que, em nenhum momento, recebeu orientações para abandonar ou suspender a liderança das manifestações.
O activista acrescentou que os detalhes da conversa permanecerão confidenciais, por considerar que o conteúdo do encontro deve ser preservado entre as partes envolvidas.
Segundo Ndabandaba, os seus 12 anos de experiência na luta pelaquilo que classifica como "regeneração moral" permitiram-lhe construir um movimento organizado e mobilizar milhares de apoiantes em diferentes regiões do país.
Durante a entrevista, o líder reafirmou que pretende continuar a dirigir as manifestações e anunciou a meta de criar um milhão de empregos até ao final de 2026. No entanto, não apresentou detalhes sobre o plano ou as medidas concretas para atingir esse objetivo.
As declarações surgem numa altura em que a África do Sul enfrenta um clima de tensão devido às manifestações relacionadas com a imigração ilegal, algumas das quais registaram episódios de violência, levando à intervenção das autoridades.
Até ao momento, a Presidência sul-africana não divulgou informações adicionais sobre o conteúdo do encontro com Ndabandaba nem comentou a promessa de criação de empregos.
