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Três detidos na Matola por assalto a fábrica com arma de fogo; PRM investiga distintivo do SERNIC apreendido

Fonte: Gloria tv

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou a detenção de três indivíduos suspeitos de envolvimento num assalto à mão armada contra uma fábrica de produção de cimento-cola, localizada no bairro de Malhampsene, na cidade da Matola, província de Maputo. O caso ganhou maior relevância após a apreensão de uma arma de fogo e de um distintivo alegadamente pertencente ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), cuja autenticidade ainda está a ser investigada pelas autoridades.

A operação foi conduzida pela Quinta Esquadra da Machava, na sequência de diligências realizadas após o roubo. Segundo informações divulgadas pela PRM, os suspeitos foram localizados e detidos durante as investigações, permitindo aos agentes recolher elementos considerados importantes para o esclarecimento do caso.

De acordo com a polícia, o grupo é suspeito de ter invadido a empresa utilizando uma arma de fogo para intimidar trabalhadores e concretizar o assalto. As autoridades não divulgaram, para já, o valor dos bens ou do dinheiro alegadamente subtraídos durante a ação criminosa, nem informaram se houve vítimas feridas.

Durante os interrogatórios, os três detidos afirmaram que tanto a arma de fogo utilizada no assalto como um distintivo do SERNIC encontrado na posse do grupo pertencem a um jovem que, alegadamente, é filho de um agente daquela instituição.

Segundo os suspeitos, esse indivíduo teria participado diretamente na planificação e execução do assalto, mas encontra-se atualmente em parte incerta.

Estas declarações abriram uma nova linha de investigação para a PRM, que procura localizar o suspeito referido e verificar a veracidade das informações prestadas pelos detidos.

Apesar das alegações, a polícia sublinha que, até ao momento, não existe confirmação oficial de que o distintivo apreendido pertença efetivamente ao SERNIC ou que o indivíduo mencionado tenha qualquer ligação formal à instituição.

A Polícia da República de Moçambique esclareceu que decorrem exames e diligências para determinar se o distintivo é autêntico e se foi emitido oficialmente pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal.

A corporação enfatiza que as declarações dos detidos fazem parte do processo investigativo e devem ser analisadas com prudência, uma vez que ainda carecem de confirmação por meio de provas materiais e documentais.

Caso fique comprovado que o distintivo é verdadeiro, as autoridades irão apurar como o objeto foi parar às mãos dos suspeitos e se houve utilização indevida de símbolos oficiais do Estado para facilitar a prática do crime.

A investigação também deverá determinar se existe eventual envolvimento de outras pessoas ou se os suspeitos agiram com apoio externo.

A PRM afirma que as investigações prosseguem com o objetivo de identificar todos os envolvidos, localizar o suspeito apontado pelos detidos e reunir provas que permitam o completo esclarecimento do caso.

Além disso, os investigadores procuram apurar a origem da arma de fogo utilizada no assalto, verificar se esta possui registo legal e confirmar se foi utilizada noutros crimes.

Casos de assaltos contra empresas continuam a representar um desafio para as forças de segurança em várias regiões de Moçambique, sobretudo quando os criminosos recorrem a armas de fogo para intimidar trabalhadores e facilitar a fuga.

A utilização de objetos que aparentam ser oficiais, como distintivos de instituições do Estado, é igualmente motivo de preocupação, por poder induzir vítimas em erro e comprometer a confiança da população nas autoridades.

Os três detidos permanecem sob custódia das autoridades e deverão responder pelos crimes que lhes forem formalmente imputados pelas autoridades competentes.

Quanto ao indivíduo referido pelos suspeitos como alegado proprietário da arma e do distintivo, não existe, até ao momento, confirmação oficial do seu envolvimento. As alegações estão a ser investigadas pela PRM e pelo SERNIC, devendo prevalecer o princípio da presunção de inocência até à conclusão das investigações e eventual decisão judicial.

As autoridades apelam ainda à população para que colabore com informações que possam contribuir para a localização do suspeito e para o esclarecimento completo do caso.

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