O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, poderá apoiar a candidatura do presidente da , , ao cargo de secretário-geral da , segundo informações divulgadas pelo jornal norte-americano New York Post. A notícia, publicada na terça-feira, cita fontes não identificadas próximas do processo e afirma que Trump considera o dirigente suíço uma personalidade com forte reconhecimento internacional e capacidade para dialogar com diferentes governos e setores da sociedade.
Embora até ao momento não exista qualquer anúncio oficial por parte da Casa Branca, da FIFA ou do próprio Infantino, a possibilidade já está a gerar intenso debate no meio diplomático e político internacional. O cargo de secretário-geral da ONU é um dos mais influentes da política mundial, responsável por coordenar a organização que reúne 193 Estados-membros e lidera iniciativas relacionadas com paz, segurança, desenvolvimento sustentável, direitos humanos e ajuda humanitária.
Segundo o New York Post, a aproximação entre Donald Trump e Gianni Infantino consolidou-se durante os preparativos e a realização do Campeonato do Mundo de 2026, organizado conjuntamente pelos Estados Unidos, México e Canadá. Ao longo do torneio, ambos participaram em diversos eventos oficiais, cerimónias e encontros institucionais, demonstrando uma relação de proximidade que chamou a atenção da imprensa internacional.
O dirigente suíço lidera a FIFA desde 2016 e, durante a sua presidência, promoveu várias reformas administrativas, ampliou o número de seleções participantes no Mundial e reforçou a presença da organização em diferentes continentes.
Apesar de dirigir uma entidade desportiva, Infantino tornou-se uma figura frequente em encontros com chefes de Estado e líderes governamentais, sobretudo devido ao peso económico, político e social do futebol. Essa exposição internacional é apontada por alguns analistas como um dos fatores que poderiam favorecer uma eventual candidatura à liderança das Nações Unidas.
O atual secretário-geral da ONU, termina o seu segundo mandato em dezembro deste ano. De acordo com os regulamentos das Nações Unidas, o sucessor será escolhido através de um processo que começa no Conselho de Segurança.
Os quinze membros do Conselho analisam os candidatos apresentados pelos Estados-membros e apenas um nome é recomendado à Assembleia-Geral. Para que isso aconteça, nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França, pode exercer o seu direito de veto.
Depois da recomendação do Conselho de Segurança, a Assembleia-Geral procede à votação que confirma oficialmente o novo secretário-geral.
Por essa razão, o eventual apoio do Presidente dos Estados Unidos poderá ter um peso político significativo, uma vez que Washington dispõe de poder de veto durante a fase decisiva da seleção.
Durante os seus mandatos presidenciais, Donald Trump manteve uma relação frequentemente marcada por críticas às organizações multilaterais.
O líder norte-americano questionou diversas vezes o funcionamento da ONU e defendeu que os Estados Unidos suportavam uma parcela excessiva do financiamento da organização. A sua administração também tomou decisões que alteraram profundamente a posição internacional de Washington.
Entre elas destacam-se a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre alterações climáticas, a retirada da Organização Mundial da Saúde durante a pandemia de COVID-19 e o afastamento do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Essas posições alimentaram críticas por parte de vários governos e organizações internacionais, que consideraram que os EUA estavam a reduzir o seu compromisso com a cooperação global.
Ainda assim, Trump continuou a participar em diversas iniciativas internacionais quando estas coincidiam com os interesses estratégicos norte-americanos, incluindo eventos ligados ao desporto mundial.
Desde que assumiu a presidência da FIFA, Gianni Infantino tornou-se um dos dirigentes desportivos mais influentes do planeta.
Sob a sua liderança, o organismo aprovou o alargamento do Campeonato do Mundo para 48 seleções, aumentou os investimentos em programas de desenvolvimento do futebol e promoveu competições em novas regiões.
Ao mesmo tempo, procurou reforçar as relações da FIFA com governos nacionais, patrocinadores e organizações internacionais.
Essa estratégia levou Infantino a reunir-se regularmente com presidentes, primeiros-ministros e membros da realeza em diferentes países, fortalecendo a sua imagem como uma figura de alcance global.
Os defensores de uma eventual candidatura argumentam que essa experiência diplomática poderá ser útil na liderança das Nações Unidas, uma instituição que exige diálogo constante entre países com interesses frequentemente divergentes.
Por outro lado, críticos entendem que dirigir uma federação desportiva é muito diferente de liderar uma organização responsável pela mediação de conflitos armados, operações de manutenção da paz, crises humanitárias e negociações diplomáticas complexas.
A realização do Mundial de 2026 representou um momento importante na aproximação entre Donald Trump e Gianni Infantino.
Durante a competição, ambos apareceram juntos em várias cerimónias oficiais e encontros relacionados com a organização do torneio.
A colaboração institucional foi frequentemente destacada pela FIFA, que elogiou o apoio logístico e político oferecido pelos Estados Unidos durante o evento.
Em dezembro, Trump recebeu ainda o primeiro Prémio da Paz da FIFA, distinção criada pela organização presidida por Infantino para reconhecer iniciativas consideradas relevantes para a promoção da paz através do desporto.
A atribuição desse prémio gerou diferentes reações internacionais, sendo vista por apoiantes como um reconhecimento simbólico e por críticos como uma decisão politicamente controversa.
Até ao momento, nem Donald Trump nem Gianni Infantino confirmaram publicamente a existência de uma candidatura ou de um apoio formal ao cargo de secretário-geral da ONU.
Também as Nações Unidas não comentaram as informações divulgadas pelo New York Post.
Assim, a notícia deve ser encarada como uma informação baseada em fontes citadas pelo jornal, aguardando confirmação por parte dos envolvidos.
Caso Infantino venha efetivamente a apresentar uma candidatura, será uma das mais mediáticas dos últimos anos, devido à sua notoriedade mundial e à ligação ao futebol, um fenómeno que mobiliza milhares de milhões de pessoas em todos os continentes.
Independentemente do desfecho, a possibilidade já colocou o nome do presidente da FIFA no centro das discussões sobre o futuro da liderança das Nações Unidas, num momento em que o mundo enfrenta desafios relacionados com conflitos armados, mudanças climáticas, crises económicas e tensões geopolíticas que exigirão forte capacidade diplomática do próximo secretário-geral.
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