Niassa: MISAU lança projecto de 21 milhões de dólares para construção de dois hospitais distritais

O Ministério da Saúde (MISAU) lançou, esta quarta-feira (6), em Maputo, o projecto de construção e apetrechamento dos hospitais distritais de Mecanhelas e Ngaúma, na província do Niassa, num investimento global avaliado em cerca de 21 milhões de dólares norte-americanos. A iniciativa será financiada maioritariamente pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA), com comparticipação do Governo de Moçambique, e tem como principal objectivo reforçar o acesso da população aos serviços de saúde de qualidade.

O projecto surge num contexto em que o Governo continua a apostar na expansão da rede sanitária nacional, procurando reduzir as desigualdades no acesso aos cuidados médicos, sobretudo nas zonas rurais e mais distantes dos grandes centros urbanos.

Durante a cerimónia de lançamento, realizada na capital do país, o secretário permanente do Ministério da Saúde, Ivan Manhiça, destacou que a iniciativa representa um passo importante para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.

Segundo o dirigente, os novos hospitais irão responder às necessidades crescentes das comunidades locais, proporcionando melhores condições para consultas, internamentos, partos, cirurgias e outros serviços essenciais.

“Este projecto representa não só um investimento na vida, na dignidade e no bem-estar das comunidades moçambicanas, mas também o compromisso do Governo com a expansão e modernização da rede sanitária”, afirmou Ivan Manhiça.

De acordo com as informações apresentadas durante o lançamento, o hospital distrital de Mecanhelas será construído com capacidade para 150 camas, enquanto o hospital de Ngaúma contará com 100 camas, permitindo atender um número significativamente maior de pacientes.

Além da construção dos edifícios, o projecto prevê igualmente o fornecimento de equipamentos médicos modernos, mobiliário hospitalar, sistemas de apoio ao funcionamento das unidades sanitárias e outros recursos indispensáveis para garantir um atendimento eficiente.

Espera-se que as novas infra-estruturas estejam preparadas para oferecer diversos serviços clínicos, incluindo medicina geral, pediatria, maternidade, urgências, bloco operatório, laboratório, imagiologia e internamento.

A expectativa é que estas unidades hospitalares reduzam as transferências frequentes de pacientes para hospitais localizados em outros distritos ou na capital provincial, diminuindo custos e o tempo de resposta em situações de emergência.

O financiamento do projecto será assegurado maioritariamente pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA), uma instituição financeira internacional que apoia projectos de desenvolvimento em vários países africanos.

Segundo o chefe da Unidade de Desenvolvimento Urbano e Operações do BADEA, Sameh Azzuz, o banco disponibilizará 20 milhões de dólares, enquanto o Governo de Moçambique contribuirá com aproximadamente 1,4 milhões de dólares.

O responsável destacou que o investimento demonstra a confiança da instituição nas prioridades definidas pelo Governo moçambicano para o sector da saúde.

Além da componente financeira, o projecto pretende garantir que as infra-estruturas sejam construídas de acordo com padrões internacionais de qualidade, segurança e sustentabilidade.

Segundo o cronograma apresentado durante a cerimónia, o início das obras está previsto para Fevereiro de 2027, após a conclusão dos procedimentos administrativos, contratação das empresas responsáveis e preparação dos locais de construção.

Caso o calendário seja cumprido, a conclusão dos trabalhos deverá ocorrer em Dezembro de 2028.

Durante esse período serão executadas todas as etapas de construção, instalação de equipamentos médicos, formação técnica de parte do pessoal e preparação operacional das unidades hospitalares antes da sua entrada em funcionamento.

A província do Niassa continua entre as regiões moçambicanas onde o acesso aos serviços especializados de saúde enfrenta maiores desafios devido às grandes distâncias entre comunidades, à dispersão populacional e às limitações de infra-estruturas.

Com a entrada em funcionamento dos novos hospitais, milhares de residentes dos distritos de Mecanhelas e Ngaúma poderão beneficiar de serviços médicos mais próximos das suas comunidades.

A construção das unidades também deverá gerar oportunidades temporárias de emprego durante a fase das obras, envolvendo mão-de-obra local e empresas ligadas ao sector da construção civil.

O lançamento deste projecto insere-se na estratégia do Governo de Moçambique de expandir e modernizar a rede nacional de unidades sanitárias, procurando responder ao crescimento da população e às necessidades crescentes dos serviços de saúde.

Nos últimos anos, o Executivo tem vindo a desenvolver programas de construção, reabilitação e apetrechamento de hospitais, centros de saúde e postos sanitários em diferentes províncias do país, contando com o apoio de parceiros internacionais de desenvolvimento.

Com o investimento anunciado para o Niassa, o Governo espera reforçar a capacidade de atendimento da província e garantir que um maior número de cidadãos tenha acesso a cuidados médicos seguros, modernos e de qualidade, aproximando os serviços essenciais das comunidades e promovendo melhores condições de vida para a população.

Leia mais sobre: Quatro suspeitos foram detidos pela PRM em Zavala após o roubo de mais de 200 sacos de cimento de um camião avariado

Enviar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem