O Secretário de Estado na província do Niassa, Silva Livone, admitiu a possibilidade de mobilizar a Unidade de Intervenção Rápida (UIR) para reforçar o combate à venda ilegal de combustíveis e garantir a reposição da ordem nos postos formais de abastecimento, numa altura em que persistem preocupações com o contrabando e a comercialização de gasolina em locais impróprios.
A posição foi manifestada durante uma visita de trabalho à delegação da Petróleos de Moçambique (PETROMOC), na cidade de Lichinga, onde o governante analisou a situação do abastecimento de combustíveis na província e as dificuldades enfrentadas pelo setor.
Na ocasião, Silva Livone afirmou estar preocupado com o desempenho de algumas instituições responsáveis pela fiscalização, apontando fragilidades na atuação do Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) e da delegação da Inspeção-Geral dos Recursos Minerais e Energia (IGREME).
Segundo o dirigente, estas entidades não têm cumprido de forma satisfatória as orientações definidas para combater o contrabando e a venda ilegal de combustíveis, situação que, na sua opinião, compromete o abastecimento regular do mercado e favorece práticas ilícitas.
Perante este cenário, Livone não afastou a possibilidade de recorrer à Unidade de Intervenção Rápida para apoiar as operações de fiscalização, reforçar a segurança e assegurar o cumprimento da lei nos locais de comercialização de combustíveis.
O governante explicou que o principal objetivo das medidas em análise é criar condições para que a PETROMOC possa distribuir combustível de forma eficiente e contínua, permitindo que os postos de abastecimento funcionem normalmente e reduzindo os constrangimentos registados no fornecimento.
A comercialização ilegal de combustíveis continua a representar um desafio em várias regiões do país, alimentando o mercado paralelo e dificultando o acesso da população aos produtos nos canais oficiais. Além das perdas económicas, esta prática aumenta os riscos de acidentes, incêndios e explosões devido ao armazenamento inadequado de produtos altamente inflamáveis.
Silva Livone apelou ainda ao reforço da coordenação entre as instituições de fiscalização e as empresas do setor, defendendo uma atuação mais eficaz para combater as redes de contrabando e proteger o abastecimento do mercado formal.
As autoridades provinciais esperam que o reforço das ações de fiscalização contribua para normalizar a distribuição de combustíveis, garantir maior segurança aos consumidores e assegurar que os produtos cheguem regularmente aos postos de abastecimento autorizados.
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