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Daniel Chapo inaugura fábrica modernizada da Cimentos de Moçambique em Nacala-Porto após investimento de 110 milhões de dólares

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, inaugurou na sexta-feira, 24 de julho de 2026, a unidade modernizada e ampliada da Cimentos de Moçambique (CM), localizada em Nacala-Porto, província de Nampula. A infraestrutura, considerada um dos mais importantes investimentos recentes na indústria cimenteira nacional, resulta de um aporte financeiro de 110 milhões de dólares norte-americanos realizado pela empresa, pertencente ao Grupo Huaxin.

A cerimónia marcou um novo capítulo para o setor industrial moçambicano, numa altura em que o Governo procura acelerar a industrialização, aumentar o valor acrescentado dos recursos nacionais e reduzir a dependência de produtos importados. Com a expansão da unidade, a capacidade produtiva da fábrica aumenta significativamente, permitindo responder com maior eficiência à crescente procura por cimento no mercado nacional e regional.

Durante a visita às instalações, o Chefe do Estado percorreu as principais áreas da unidade industrial, observando o funcionamento das novas linhas de produção, dos equipamentos de moagem, do sistema de ensacamento e das infraestruturas logísticas construídas no âmbito do projeto de modernização.

Na sua intervenção, Daniel Chapo reafirmou que a industrialização continua a ser uma das prioridades do Governo, defendendo que Moçambique deve apostar cada vez mais na transformação local das matérias-primas para gerar riqueza, criar emprego e impulsionar o crescimento económico sustentável.

"Temos defendido que as matérias-primas moçambicanas devem ser processadas localmente. Nesta fábrica, o clínquer é produzido em Moçambique, o carvão nacional é utilizado para gerar a energia. Esta é a nossa visão para os próximos anos", afirmou o Presidente da República.

Segundo o estadista, iniciativas desta natureza demonstram que o país possui condições para desenvolver uma base industrial sólida, reduzindo custos de produção, aumentando a competitividade da economia nacional e fortalecendo as cadeias de valor internas.

A modernização da unidade representa igualmente um reforço da estratégia nacional de substituição de importações, uma vez que uma maior produção local poderá diminuir a necessidade de recorrer ao mercado externo para suprir a procura interna por cimento, um dos principais insumos utilizados na construção civil.

O investimento de 110 milhões de dólares permitiu transformar profundamente a unidade industrial de Nacala-Porto, considerada uma das principais fábricas de cimento da região Norte do país.

Entre as principais melhorias destacam-se a instalação de um moderno forno de produção de clínquer com elevada capacidade operacional, novos sistemas de moagem e ensacamento automatizados, uma central própria de produção de energia elétrica e a construção de um cais especializado para facilitar o transporte marítimo.

Outro destaque do projeto é a introdução de um navio dedicado ao transporte de cimento por cabotagem, solução logística que deverá reduzir significativamente os custos de distribuição para diferentes regiões do país e aumentar a eficiência do abastecimento do mercado nacional.

Durante o discurso, Daniel Chapo enfatizou que a nova unidade simboliza a visão do Executivo de promover uma economia baseada no aproveitamento dos recursos naturais existentes no país.

A produção local de clínquer principal componente utilizado no fabrico do cimento representa um avanço importante para a indústria nacional, reduzindo a dependência da importação desta matéria-prima e fortalecendo a autonomia produtiva de Moçambique.

O Presidente salientou igualmente que a utilização de carvão nacional para alimentar a central energética da fábrica demonstra que é possível transformar recursos internos em motores de desenvolvimento industrial.

Segundo o Governo, esta abordagem permite aumentar o valor acrescentado da produção nacional, criar novas oportunidades de negócio e incentivar investimentos em diferentes segmentos da cadeia industrial.

A ampliação da unidade industrial deverá produzir impactos positivos na economia nacional, tanto ao nível da produção como da geração de emprego, arrecadação de receitas fiscais e dinamização da atividade empresarial.

Além do aumento da produção de cimento, espera-se que a modernização impulsione diversos setores ligados à construção civil, incluindo empresas de engenharia, transporte, comércio de materiais de construção e prestação de serviços industriais.

O reforço da oferta poderá igualmente contribuir para estabilizar o abastecimento do mercado e melhorar a disponibilidade do produto em diferentes regiões do país, sobretudo no Norte, onde a procura por materiais de construção tem vindo a crescer em função da expansão urbana e da implementação de projetos públicos e privados.

A escolha de Nacala-Porto para acolher este investimento reforça o papel estratégico da cidade no desenvolvimento económico nacional.

Dotada de um dos portos naturais mais profundos da costa africana, Nacala possui vantagens competitivas para o escoamento da produção industrial, facilitando tanto o abastecimento do mercado interno como eventuais exportações para países da região.

A expansão da Cimentos de Moçambique poderá ainda atrair novos investimentos para a província de Nampula, contribuindo para consolidar o corredor de Nacala como um dos principais polos industriais e logísticos do país.

A inauguração da fábrica enquadra-se na política governamental de promoção da industrialização, considerada uma das bases para acelerar o crescimento económico, aumentar a produção nacional e criar emprego para a população.

Nos últimos anos, o Executivo tem defendido uma maior participação do setor privado no desenvolvimento industrial, incentivando investimentos capazes de transformar matérias-primas nacionais em produtos com maior valor acrescentado.

A estratégia passa igualmente pelo fortalecimento das infraestruturas energéticas, logísticas e portuárias, consideradas essenciais para melhorar a competitividade da indústria moçambicana.

Ao encerrar a cerimónia, Daniel Chapo reiterou que o Governo continuará a apoiar iniciativas que promovam a industrialização, a inovação tecnológica e a valorização dos recursos nacionais, defendendo que projetos desta natureza são fundamentais para construir uma economia mais resiliente, moderna e capaz de responder às necessidades do país.

Com a entrada em funcionamento da unidade modernizada, a Cimentos de Moçambique reforça a sua posição como um dos principais produtores nacionais de cimento, ao mesmo tempo que contribui para o fortalecimento da capacidade industrial de Moçambique e para o desenvolvimento económico da região Norte.

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