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Greve dos transportadores paralisa Maputo e Matola e deixa milhares de passageiros sem transporte

 

A greve dos transportadores semi-colectivos de passageiros está a provocar esta segunda-feira fortes constrangimentos na mobilidade urbana das cidades de Maputo e Matola, deixando milhares de cidadãos sem alternativas de transporte para se deslocarem aos seus locais de trabalho, escolas, hospitais e outros compromissos.

Desde as primeiras horas da manhã, várias paragens registaram uma afluência invulgar de passageiros, enquanto dezenas de viaturas de transporte público, conhecidas popularmente como "chapas", permaneceram estacionadas em protesto contra o actual modelo de funcionamento do sector.

A paralisação resulta de reivindicações apresentadas pelos operadores de transporte, que exigem a revisão das tarifas actualmente praticadas e mudanças no sistema de subsídios concedidos pelo Estado. Segundo os transportadores, o aumento contínuo dos custos operacionais, incluindo combustível, manutenção das viaturas, peças sobressalentes e outros encargos, tornou a actividade economicamente insustentável.

A interrupção parcial do serviço provocou longas filas nas principais paragens de Maputo e Matola, onde milhares de passageiros aguardaram durante horas por uma alternativa de transporte. Muitos acabaram por optar por percorrer vários quilómetros a pé, enquanto outros recorreram a táxis, mototáxis e serviços de transporte por aplicativo, cuja procura aumentou significativamente ao longo do dia.

Os maiores constrangimentos foram registados nas principais vias de acesso entre as duas cidades, afectando trabalhadores, estudantes e comerciantes que dependem diariamente do transporte semi-colectivo para as suas deslocações.

A greve teve igualmente impacto no funcionamento de diversas actividades económicas e sociais, com relatos de atrasos no início do expediente em empresas públicas e privadas, bem como dificuldades de acesso a estabelecimentos de ensino e unidades sanitárias.

Os transportadores afirmam que a revisão das tarifas e do modelo de subsídio é essencial para garantir a continuidade da prestação do serviço, defendendo que as condições actuais comprometem a sustentabilidade financeira dos operadores.

Enquanto isso, milhares de utentes manifestaram preocupação com a falta de alternativas de transporte, apelando às autoridades e às associações de transportadores para que encontrem rapidamente uma solução que permita o restabelecimento da circulação normal.

Entretanto, recomenda-se aos cidadãos que necessitem de efectuar deslocações durante o período da greve que saiam de casa com maior antecedência, planeiem percursos alternativos e estejam preparados para possíveis atrasos, enquanto persistirem os constrangimentos na circulação dos transportes públicos.

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