O Ministério da Economia deu mais um passo na implementação da sua estratégia de fortalecimento institucional ao empossar os novos membros da liderança da Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico, FP (ANDITUR) e da Direção Nacional de Jogos de Fortuna ou Azar. A cerimónia foi dirigida pelo Ministro da Economia, Basílio Zefanias Muhate, no dia 11 de julho de 2026, que defendeu uma gestão orientada para resultados, inovação e atração de investimentos capazes de impulsionar o crescimento económico do país.
As nomeações inserem-se na agenda do Governo de reforçar a capacidade técnica e administrativa das instituições responsáveis pela promoção do turismo e pela regulação das atividades económicas ligadas ao setor. Segundo o Ministério da Economia, a nova liderança terá a missão de acelerar a implementação de projetos estruturantes, captar investimento nacional e estrangeiro e aumentar a competitividade de Moçambique como destino turístico.
Durante a cerimónia de tomada de posse, Basílio Muhate afirmou que a criação da ANDITUR representa uma mudança significativa na forma como o Estado encara o desenvolvimento do turismo. De acordo com o governante, a nova agência deverá funcionar como um instrumento estratégico para transformar o potencial turístico do país em investimentos concretos, geração de emprego, aumento das receitas e desenvolvimento sustentável.
"O turismo deve deixar de ser visto apenas como uma atividade de lazer e passar a assumir-se como um verdadeiro motor de desenvolvimento económico, capaz de criar riqueza, dinamizar as economias locais e melhorar a qualidade de vida das comunidades", defendeu o ministro durante a cerimónia.
Moçambique possui um dos maiores potenciais turísticos da África Austral, graças aos seus mais de 2.500 quilómetros de costa no Oceano Índico, parques nacionais, reservas naturais, património histórico e diversidade cultural.
Apesar desse potencial, o setor enfrenta desafios relacionados com infraestruturas, promoção internacional, facilitação do investimento e valorização dos destinos turísticos. Com a nova liderança da ANDITUR, o Governo pretende responder a esses desafios através de uma estratégia mais integrada e orientada para resultados.
Segundo o Ministério da Economia, a agência terá como prioridades identificar oportunidades de investimento, estruturar projetos turísticos, promover parcerias público-privadas, valorizar ativos turísticos e melhorar o ambiente de negócios para investidores nacionais e internacionais.
Basílio Muhate destacou que a atração de investimento constitui um dos pilares da política económica do Executivo.
Na sua visão, o fortalecimento institucional permitirá reduzir barreiras burocráticas, aumentar a confiança dos investidores e acelerar a implementação de projetos capazes de gerar emprego e receitas fiscais.
O ministro sublinhou ainda que o desenvolvimento do turismo deve beneficiar diretamente as comunidades locais, promovendo a inclusão económica, o empreendedorismo e a valorização do capital humano.
Segundo o governante, o sucesso do setor não deverá ser medido apenas pelo número de visitantes, mas sobretudo pelo impacto económico gerado nas famílias, empresas e regiões onde os investimentos forem realizados.
Além da ANDITUR, a cerimónia marcou igualmente a posse da nova liderança da Direção Nacional de Jogos de Fortuna ou Azar, unidade responsável pela supervisão e regulação deste setor.
A direção integra a estrutura orgânica do Ministério da Economia e tem competências relacionadas com a fiscalização da atividade, licenciamento, promoção do cumprimento da legislação e apoio à geração de receitas para o Estado.
O reforço desta direção ocorre numa altura em que o Governo aprovou recentemente um novo regulamento para a exploração de jogos de fortuna ou azar através de plataformas eletrónicas, estabelecendo regras específicas para os jogos online e procurando adaptar o setor às novas tecnologias.
Na intervenção dirigida aos novos dirigentes, Basílio Muhate apelou a uma atuação baseada na ética, responsabilidade, transparência e profissionalismo.
O ministro afirmou que as instituições públicas devem responder de forma eficiente às necessidades dos cidadãos e dos investidores, contribuindo para um ambiente económico mais competitivo e favorável ao crescimento sustentável.
A nova liderança deverá também reforçar a coordenação com outras instituições do Estado, o setor privado e parceiros de desenvolvimento, promovendo soluções que aumentem a competitividade da economia moçambicana.
Nos últimos meses, o Ministério da Economia tem colocado o turismo entre as prioridades da sua agenda, defendendo reformas destinadas a facilitar investimentos, modernizar serviços e valorizar destinos com elevado potencial económico.
O Governo considera que o desenvolvimento sustentável do turismo poderá desempenhar um papel importante na diversificação da economia, na criação de postos de trabalho e no aumento das exportações de serviços.
Especialistas do setor apontam que Moçambique reúne condições naturais e culturais para competir com outros destinos turísticos da região, desde que sejam reforçados os investimentos em infraestruturas, promoção internacional, formação profissional e segurança.
Com a entrada em funções da nova liderança da ANDITUR e da Direção Nacional de Jogos de Fortuna ou Azar, o Executivo espera acelerar projetos estratégicos capazes de transformar o turismo num dos principais motores da economia nacional.
O reforço institucional surge igualmente alinhado com os objetivos do Plano Quinquenal do Governo, que aposta na promoção do investimento privado, no fortalecimento do ambiente de negócios e na geração de emprego sustentável.
Ao conferir posse aos novos dirigentes, Basílio Muhate reafirmou que o compromisso do Ministério da Economia passa por construir instituições mais eficientes, modernas e orientadas para resultados concretos, capazes de responder aos desafios do desenvolvimento e posicionar Moçambique como um destino competitivo para o investimento e o turismo.
