O Banco Central da Tanzânia adquiriu cerca de 28 toneladas métricas de ouro nos últimos 18 meses, numa estratégia para reforçar as reservas internacionais do país e fortalecer o xelim tanzaniano, a moeda nacional.
O anúncio foi feito pelo governador do banco central, Emmanuel Tutuba, durante uma reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, realizada na Gâmbia. Segundo o responsável, o ouro adquirido está actualmente avaliado em cerca de 3,68 mil milhões de dólares, com base nos preços do mercado internacional.
A política de compra de ouro teve início em 2023 e ganhou maior impulso após a decisão, em Setembro de 2024, de obrigar empresas mineiras e comerciantes exportadores de ouro a destinarem pelo menos 20% da produção para venda ao Banco Central.
A medida visa aumentar as reservas estratégicas do país, reduzir a vulnerabilidade cambial e dar maior estabilidade à economia tanzaniana.
De acordo com Tutuba, o programa também impulsionou a inclusão financeira no sector mineiro, levando à abertura de mais de quatro mil novas contas bancárias por comerciantes de minerais e mineiros de pequena escala.
A Tanzânia figura entre os dez maiores produtores de ouro de África, tornando o metal precioso um dos principais pilares da economia nacional.
Na semana passada, durante o anúncio da decisão sobre a taxa de juro, o governador revelou ainda que o país dispõe de cerca de 6 mil milhões de dólares em reservas internacionais, suficientes para cobrir aproximadamente 4,3 meses de importações.
A iniciativa reforça a tendência de vários bancos centrais em aumentar as suas reservas em ouro como forma de diversificar activos e proteger as economias contra oscilações dos mercados internacionais.
