Os serviços de radiologia do Hospital Rural de Vilankulo, na província de Inhambane, encontram-se suspensos devido à avaria da única máquina de raio X existente na unidade sanitária. A situação está a afetar dezenas de pacientes que necessitam de exames de imagem para diagnóstico e acompanhamento médico, obrigando-os a percorrer longas distâncias até outras cidades para terem acesso ao serviço.
Sem o equipamento em funcionamento, os utentes são encaminhados para hospitais localizados em Massinga, Maxixe e na cidade de Inhambane, trajetos que, em alguns casos, ultrapassam os 200 quilómetros, representando um aumento significativo dos custos de transporte, maior tempo de espera e atrasos no início ou continuidade do tratamento.
A indisponibilidade do serviço de radiologia tem provocado constrangimentos para os doentes, sobretudo para aqueles que dependem do sistema público de saúde e possuem recursos financeiros limitados.
Em entrevista à TV Miramar, uma paciente contou que procurou atendimento no Hospital Rural de Vilankulo, mas foi informada de que o equipamento de raio X estava avariado. Como alternativa, teve de deslocar-se ao Hospital Rural de Chicuque, no distrito de Maxixe, para realizar o exame solicitado pelos médicos.
Após efetuar a radiografia, a paciente precisou regressar a Vilankulo para dar continuidade ao tratamento, realizando duas viagens para concluir um único processo clínico.
Além dos custos com transporte, alimentação e tempo perdido, situações semelhantes podem representar um obstáculo adicional para pacientes idosos, pessoas com mobilidade reduzida e famílias que vivem em comunidades distantes.
Os exames de raio X constituem um dos principais instrumentos utilizados pelos profissionais de saúde para diagnosticar diversas patologias, incluindo fraturas ósseas, problemas pulmonares, infeções, alterações na coluna vertebral e outras doenças que exigem avaliação por imagem.
Sem acesso imediato ao exame, muitos diagnósticos podem ser adiados, comprometendo o início do tratamento e aumentando o risco de agravamento do estado clínico dos pacientes.
Em situações de urgência, a indisponibilidade do equipamento também pode dificultar a tomada de decisões médicas rápidas, obrigando ao encaminhamento dos doentes para outras unidades sanitárias.
O porta-voz do Governo da Província de Inhambane, Samuel Júnior, confirmou que a interrupção do serviço está relacionada com uma avaria na bateria da máquina de raio X.
Segundo explicou, já estão em curso diligências para a aquisição da peça necessária à reparação do equipamento, permitindo que os serviços de radiologia sejam retomados assim que a substituição for concluída.
O responsável reconheceu os transtornos causados à população e assegurou que o Governo acompanha a situação com o objetivo de restabelecer o funcionamento normal do equipamento.
Contudo, até ao momento, não foi anunciada uma data concreta para a conclusão dos trabalhos de reparação nem para a reativação do serviço.
Enquanto o equipamento permanece inoperacional, pacientes e familiares manifestam preocupação com os impactos da situação, sobretudo para pessoas que necessitam de exames urgentes ou de acompanhamento frequente.
Moradores defendem que a rápida reposição do serviço é essencial para evitar deslocações longas e reduzir os custos suportados pelas famílias, numa região onde muitas pessoas dependem exclusivamente do sistema nacional de saúde.
Para além da reposição do equipamento, alguns utentes consideram importante que as unidades sanitárias disponham de planos de contingência capazes de minimizar os impactos provocados por falhas técnicas em equipamentos essenciais.
Especialistas na área da saúde defendem que a manutenção preventiva de equipamentos hospitalares desempenha um papel fundamental para garantir a continuidade dos serviços e evitar interrupções prolongadas.
Máquinas de diagnóstico por imagem, como aparelhos de raio X, requerem inspeções técnicas regulares, substituição atempada de componentes e disponibilidade de peças de reposição para reduzir o risco de avarias inesperadas.
A ausência destes equipamentos afeta não apenas o funcionamento das unidades sanitárias, mas também a eficiência do sistema de saúde, podendo aumentar o tempo de espera para diagnósticos e tratamentos.
A população de Vilankulo aguarda que a substituição da bateria seja realizada o mais rapidamente possível, permitindo o restabelecimento do serviço de radiologia e evitando que pacientes continuem a percorrer centenas de quilómetros para realizar exames básicos.
Enquanto isso, o Hospital Rural de Vilankulo continua a encaminhar os casos que necessitam de radiografia para outras unidades sanitárias da província, numa solução temporária que, embora permita a continuidade da assistência médica, representa custos e dificuldades adicionais para os utentes.
Fonte: TV Miramar
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