Um incidente de segurança envolvendo a princesa Leonor de Bourbon, herdeira da Coroa espanhola, foi registado durante o Mundial de 2026, disputado nos Estados Unidos, México e Canadá. Um homem de 55 anos foi detido pelas autoridades norte-americanas depois de insistir repetidamente em saber o paradeiro da princesa, afirmando que precisava de a encontrar porque pretendia "casar-se com ela".
O caso foi revelado pelo jornalista espanhol Luis Rendueles, especialista em assuntos policiais, através do grupo Prensa Ibérica, e terá sido classificado pelas autoridades como uma ocorrência de baixo risco dentro do vasto dispositivo de segurança montado para proteger chefes de Estado, membros da realeza e outras altas figuras presentes no torneio.
Segundo a reportagem, o incidente ocorreu num hotel localizado em Houston, no estado norte-americano do Texas.
O homem foi visto a questionar repetidamente funcionários e outras pessoas sobre a localização da princesa Leonor, demonstrando insistência em encontrá-la.
As suspeitas levaram os agentes destacados para a segurança do evento a intervir. Após identificarem o indivíduo e analisarem o seu comportamento, decidiram efetuar a detenção por razões preventivas.
Posteriormente, foi apurado que Leonor nunca esteve naquele hotel, o que significa que o homem procurava a princesa num local onde ela não se encontrava.
De acordo com os documentos citados por Luis Rendueles, durante o depoimento o homem afirmou que precisava de encontrar "com urgência" a filha mais velha do rei Felipe VI e da rainha Letizia, alegando que iria casar-se com ela.
As autoridades realizaram uma verificação da identidade e dos antecedentes do suspeito antes de procederem à sua detenção.
Segundo a investigação, o homem não era cidadão espanhol. A reportagem acrescenta ainda que as autoridades concluíram que apresentava problemas de saúde mental, informação que foi considerada na avaliação do caso.
O episódio ocorreu no contexto de um dos maiores esquemas de segurança alguma vez montados para uma competição desportiva internacional.
Durante o Campeonato do Mundo de 2026, centenas de milhares de adeptos deslocaram-se aos estádios norte-americanos, mexicanos e canadianos, obrigando as autoridades a coordenarem operações de segurança entre diferentes agências nacionais e internacionais.
Segundo a imprensa espanhola, o incidente foi registado nos relatórios internos do centro de comando policial responsável pela coordenação da segurança do torneio, estrutura que contou com a participação do FBI e de outras forças de segurança.
A família real espanhola acompanhou vários momentos importantes da campanha da seleção espanhola no Mundial.
Na final disputada no MetLife Stadium, nos Estados Unidos, o rei Felipe VI, a rainha Letizia e a princesa Leonor assistiram à vitória da Espanha sobre a Argentina, resultado que garantiu à seleção espanhola o título mundial.
Na tribuna de honra estiveram igualmente diversas autoridades internacionais, entre elas o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Apesar da repercussão mediática do caso, a ocorrência foi classificada pelas autoridades como um incidente de menor gravidade dentro do plano geral de segurança.
A rápida intervenção dos agentes impediu qualquer aproximação do suspeito à princesa Leonor, não tendo sido registado qualquer risco direto para a herdeira da Coroa espanhola.
O caso demonstra, contudo, o elevado nível de vigilância mantido pelas forças de segurança durante grandes eventos internacionais, especialmente quando contam com a presença de membros da realeza, chefes de Estado e outras personalidades protegidas.
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