Seis postos de abastecimento de combustível foram multados no ano passado por abastecerem recipientes, incluindo bidões, numa prática considerada contrária às normas de segurança em vigor no sector.
A informação ganha particular relevância depois de um dos postos que constavam da lista de estabelecimentos sancionados ter sido recentemente palco de um incêndio, ocorrido após o abastecimento de combustível.
Segundo informações avançadas pelas autoridades competentes e divulgadas pela TV Sucesso, o estabelecimento já tinha sido identificado anteriormente pelas autoridades devido ao abastecimento de combustível em recipientes considerados inadequados para esse tipo de operação.
A fiscalização tinha resultado na aplicação de uma multa, juntamente com outras medidas destinadas a desencorajar a repetição da prática. No entanto, as autoridades indicam que, apesar da sanção, o referido posto terá continuado a abastecer combustível em bidões.
O caso volta a colocar em discussão o cumprimento das normas de segurança nos postos de abastecimento e a eficácia das medidas aplicadas pelas entidades fiscalizadoras.
O abastecimento de combustível em recipientes inadequados pode representar riscos significativos, sobretudo quando são utilizados bidões ou outros recipientes que não estejam devidamente preparados para armazenar produtos inflamáveis.
Além do risco de derrame, a manipulação de combustíveis pode aumentar a possibilidade de incêndios quando não são respeitadas as regras de segurança. A presença de fontes de ignição, equipamentos inadequados ou procedimentos incorretos pode transformar uma operação aparentemente simples numa situação de elevado perigo.
É neste contexto que as autoridades têm procurado fiscalizar os postos de abastecimento e responsabilizar os estabelecimentos que não cumprem as regras estabelecidas.
Um dos elementos que mais chama atenção no caso é o facto de o posto onde ocorreu o incêndio já ter sido alvo de fiscalização anteriormente.
De acordo com as informações divulgadas, o estabelecimento fazia parte dos seis postos multados no ano passado precisamente por abastecerem combustível em recipientes como bidões.
A situação levanta questões sobre o cumprimento das medidas impostas depois da fiscalização e sobre a necessidade de reforçar o acompanhamento dos estabelecimentos que já foram identificados como infratores.
As autoridades afirmam que o posto terá continuado a realizar abastecimentos em bidões mesmo depois da sanção aplicada, embora os detalhes sobre eventuais medidas adicionais tomadas contra o estabelecimento ainda não tenham sido totalmente esclarecidos.
A fiscalização não terá terminado com as operações realizadas no ano passado.
As autoridades revelam que, desde o início deste ano, dois postos de abastecimento já foram sancionados pela mesma prática, demonstrando que o abastecimento de combustível em recipientes continua a ser uma preocupação para os órgãos responsáveis pela fiscalização do sector.
Os novos casos reforçam a necessidade de os operadores dos postos cumprirem rigorosamente as normas de segurança e de os clientes também conhecerem os riscos associados ao transporte e armazenamento inadequado de combustíveis.
A repetição das infrações também poderá levar as autoridades a intensificar as inspeções e a aplicar medidas mais rigorosas contra estabelecimentos que persistam em práticas consideradas perigosas.
O incêndio ocorrido no posto que já constava da lista de estabelecimentos sancionados reacende o debate sobre a fiscalização do comércio e abastecimento de combustíveis em Moçambique.
Para além das multas, especialistas e autoridades poderão defender um acompanhamento mais frequente dos estabelecimentos que apresentam histórico de incumprimento, de modo a garantir que as irregularidades identificadas durante as inspeções sejam efetivamente corrigidas.
A fiscalização preventiva é particularmente importante num sector onde pequenos erros podem resultar em consequências graves para trabalhadores, clientes, estabelecimentos vizinhos e para a comunidade.
Por enquanto, as autoridades continuam a acompanhar a situação e a fiscalizar os postos de abastecimento, enquanto os novos casos de infração mostram que o problema ainda persiste.
Fonte: TV Sucesso
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