
Maputo, Moçambique
O Presidente da República, Daniel Chapo, procedeu à nomeação de novos dirigentes para a Academia de Altos Estudos Estratégicos (AAEE), numa decisão que visa reforçar a capacidade institucional daquela entidade de ensino superior dedicada à formação e investigação nas áreas da segurança, defesa e estratégia nacional.
De acordo com um comunicado divulgado pela Presidência da República, as mudanças foram efectuadas ao abrigo das competências constitucionais e legais atribuídas ao Chefe do Estado no âmbito da gestão das instituições de ensino superior do país.
No quadro da reestruturação da liderança da Academia, o Presidente exonerou Manuel Crispo Bucuto do cargo de Reitor da instituição e António Caetano Lourenço das funções de Vice-Reitor, encerrando um ciclo de gestão marcado pela consolidação das actividades académicas e de investigação desenvolvidas pela AAEE.
Em despachos presidenciais separados, Daniel Chapo nomeou António Njanje Taimo Supeia para assumir o cargo de Reitor da Academia de Altos Estudos Estratégicos, enquanto Nelson Valente Rego foi indicado para exercer as funções de Vice-Reitor.
A renovação da equipa dirigente surge numa fase em que a Academia procura fortalecer o seu papel como centro de excelência na produção de conhecimento estratégico, contribuindo para a formulação de políticas públicas ligadas à segurança nacional, defesa do Estado, gestão de crises e desenvolvimento sustentável.
A cerimónia oficial de tomada de posse dos novos dirigentes realizou-se no dia 24 de junho de 2026, no Gabinete da Presidência da República, em Maputo, e foi presidida pelo Presidente da República, Daniel Chapo. O acto contou com a presença de membros do Governo, representantes das Forças de Defesa e Segurança, académicos e outras individualidades ligadas ao sector estratégico nacional.
Criada com o objectivo de formar quadros superiores e promover a investigação científica em matérias de interesse estratégico para o país, a Academia de Altos Estudos Estratégicos tem desempenhado um papel relevante na capacitação de profissionais dos sectores público e privado, bem como na produção de estudos orientados para os desafios da segurança contemporânea.
Analistas consideram que a nomeação da nova liderança poderá contribuir para a modernização dos programas académicos da instituição e para o reforço da sua ligação aos processos de tomada de decisão estratégica, num contexto marcado por desafios crescentes nas áreas da segurança regional, combate ao terrorismo, desenvolvimento económico e integração internacional.
Com estas nomeações, o Governo reafirma a aposta no fortalecimento das instituições de ensino e investigação estratégica, consideradas fundamentais para a construção de políticas públicas mais eficazes e para a promoção da estabilidade e do desenvolvimento de Moçambique.