Gaza, Moçambique
A província de Gaza está a reforçar a sua aposta na produção agrícola e pecuária em larga escala, com o objetivo de alcançar a autossuficiência alimentar e consolidar-se como um dos principais polos agroindustriais do país.
A estratégia foi defendida pela governadora da província, Margarida Mapandzene Chongo, durante uma intervenção realizada na sexta-feira, 28 de junho de 2026, à margem da feira do distrito de Chongoene. O evento serviu como plataforma de exposição das potencialidades económicas locais e de atração de investimento no setor agro-pecuário.
Segundo a governante, o distrito de Chongoene apresenta condições naturais favoráveis para a expansão da produção agrícola, destacando-se a disponibilidade de cerca de 60 mil hectares de terra arável, com grande potencial para culturas como hortícolas, arroz, milho e outras culturas alimentares essenciais.
“Em termos de hortícolas e de arroz este distrito está bem preparado. Tem uma área de cerca de 60 mil hectares que podem produzir diversas culturas com maior ênfase para hortícolas e cereais”, afirmou Margarida Mapandzene Chongo.
A governadora sublinhou que o objetivo não é apenas aumentar a produção de subsistência, mas sim transformar a região num verdadeiro centro de agronegócio, capaz de gerar valor acrescentado, dinamizar a economia local e criar mais oportunidades de emprego para jovens e produtores rurais.
Potencial agrícola estratégico
Especialistas indicam que Gaza possui condições climáticas e geográficas favoráveis para a produção de cereais como milho, arroz e feijão, bem como para a criação de gado bovino, caprino e avícola. Estas condições colocam a província numa posição estratégica para reduzir a dependência de importações alimentares no país.
A expansão da produção de carne e cereais poderá ainda contribuir para a estabilidade dos preços dos alimentos e para o fortalecimento da segurança alimentar em Moçambique, sobretudo em contextos de variações climáticas.
Desafios e investimentos necessários
Apesar do elevado potencial, persistem desafios estruturais, incluindo limitações nas infraestruturas de irrigação, estradas rurais e acesso a financiamento para pequenos e médios produtores.
Neste sentido, a governadora defende a necessidade de maior envolvimento do setor privado e de parceiros internacionais, com foco em investimento em tecnologia agrícola, mecanização e capacitação dos produtores locais.
