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CTA defende reformas estruturantes para fortalecer a economia e aumentar a competitividade de Moçambique

Momentos da XXI Conferência Anual do Setor Privado - CASP 2026. A CTA defendeu reformas estruturantes para impulsionar investimento, emprego e competitividade em Moçambique

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) voltou a defender a implementação de reformas estruturantes para tornar a economia nacional mais forte, competitiva e resiliente. A posição foi apresentada na terça-feira, 14 de julho de 2026, durante a sessão de abertura da XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2026), um dos mais importantes fóruns de diálogo entre o Governo e o empresariado moçambicano.

Na ocasião, a CTA destacou que o crescimento económico sustentável depende da existência de um sector privado sólido, capaz de gerar riqueza, criar empregos e estimular oportunidades para os cidadãos. A organização sublinhou que, para alcançar esse objetivo, é necessário melhorar significativamente o ambiente de negócios, garantindo previsibilidade, segurança jurídica e maior competitividade para as empresas nacionais.

Segundo a CTA, Moçambique dispõe de vastos recursos naturais, capital humano e oportunidades de investimento que podem impulsionar o desenvolvimento económico. Contudo, considera que esse potencial só será plenamente aproveitado através de reformas que incentivem a produção, a industrialização, as exportações e a criação de emprego.

“Não haverá desenvolvimento sustentável sem um sector privado forte, competitivo e capaz de gerar riqueza, emprego e oportunidades para os moçambicanos”, defendeu a CTA durante a abertura da conferência.

Entre as prioridades apresentadas pela organização empresarial está a adoção de políticas públicas que reduzam os chamados custos de contexto, factores que encarecem a atividade empresarial, como burocracia, dificuldades logísticas, elevados custos financeiros e limitações no acesso a serviços essenciais.

A CTA considera que um ambiente económico mais favorável permitirá aumentar a confiança dos investidores nacionais e estrangeiros, dinamizar novos negócios e fortalecer a competitividade das empresas moçambicanas nos mercados regional e internacional.

A organização defendeu igualmente o reforço do diálogo permanente entre o Governo e o sector privado, considerando que a cooperação institucional é essencial para identificar obstáculos ao crescimento económico e encontrar soluções eficazes.

A XXI Conferência Anual do Sector Privado reúne representantes do Governo, empresários, investidores, parceiros de desenvolvimento e outras instituições ligadas ao ambiente económico nacional.

Para a CTA, o encontro constitui uma oportunidade para construir consensos em torno das principais reformas necessárias para melhorar o clima de negócios e acelerar o desenvolvimento económico do país.

Segundo a organização, o fortalecimento das instituições, a estabilidade das políticas públicas e a previsibilidade regulatória são fatores fundamentais para atrair investimento e garantir crescimento sustentável.

Durante a conferência, a CTA reiterou que Moçambique possui condições favoráveis para aumentar a produção nacional, expandir a indústria transformadora e diversificar as exportações.

No entanto, a organização considera indispensável criar condições que permitam converter os recursos naturais, o talento dos moçambicanos e as oportunidades de investimento em benefícios concretos para a população.

Entre esses benefícios destacam-se a criação de novos postos de trabalho, o aumento da produtividade, o crescimento das pequenas e médias empresas e a melhoria das condições de vida das famílias.

A CTA apelou ainda ao reforço da cooperação entre o Governo, o sector privado e os parceiros de desenvolvimento, defendendo que apenas uma ação coordenada permitirá enfrentar os desafios económicos atuais.

A organização acredita que o diálogo permanente e a implementação de reformas estruturantes poderão tornar Moçambique mais competitivo, resiliente e preparado para responder às exigências da economia global.

“A XXI CASP representa uma oportunidade para construirmos consensos e acelerarmos as reformas que o país precisa. Juntos, Governo, sector privado e parceiros de desenvolvimento, podemos transformar desafios em oportunidades e construir um Moçambique mais competitivo, resiliente e próspero para todos”, destacou a CTA.

A conferência prossegue com debates sobre políticas económicas, investimento, industrialização, desenvolvimento do sector privado e estratégias para reforçar a competitividade da economia moçambicana, num momento em que o país procura consolidar a recuperação económica e atrair novos investimentos.

Fonte: Comunicado da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), apresentado na abertura da XXI Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2026)


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